Inventário pode ser feito em cartório?

Entenda quando isso é possível

Inventário pode ser feito em cartório

Quando ocorre o falecimento de uma pessoa que deixa bens, é necessário realizar o inventário para regularizar a transferência do patrimônio aos herdeiros. Durante muitos anos, esse procedimento só podia ser feito na Justiça, por meio de um processo judicial.

No entanto, a legislação brasileira evoluiu e passou a permitir uma alternativa muito mais rápida e simples: o inventário extrajudicial, realizado diretamente em cartório.

Essa possibilidade trouxe grande agilidade para famílias que precisam regularizar heranças sem enfrentar a demora típica dos processos judiciais.

Mas afinal, todo inventário pode ser feito em cartório?

A resposta é: nem sempre. Existem requisitos legais que precisam ser atendidos para que o inventário extrajudicial seja possível.

Neste artigo você vai entender quando o inventário pode ser feito em cartório, quais são as vantagens desse procedimento e como ele funciona na prática.

Se você precisa iniciar um processo sucessório ou deseja orientação jurídica sobre o tema, é recomendável buscar apoio de um advogado para inventário em Brasília que possa conduzir o procedimento com segurança.


O que é inventário

O inventário é o procedimento jurídico utilizado para organizar e dividir o patrimônio deixado por uma pessoa falecida entre os seus herdeiros.

Durante o inventário são realizados diversos passos importantes, como:

  • identificação dos bens do falecido

  • levantamento de eventuais dívidas

  • pagamento de impostos sobre herança

  • divisão dos bens entre os herdeiros

Somente após a conclusão do inventário é que os herdeiros podem transferir legalmente os bens para seus nomes.

Sem esse procedimento, os bens continuam juridicamente vinculados ao falecido.


O que é inventário extrajudicial

O inventário extrajudicial é aquele realizado diretamente em cartório, por meio de uma escritura pública.

Essa modalidade foi criada para simplificar o processo de sucessão patrimonial, permitindo que muitas famílias resolvam a partilha de bens sem precisar ingressar com um processo judicial.

Nesse procedimento, um tabelião de notas lavra a escritura pública de inventário e partilha, documento que possui validade jurídica plena.

Após a assinatura da escritura, os herdeiros podem realizar os registros necessários para transferir os bens.


Quais são os requisitos para fazer inventário em cartório

Embora o inventário extrajudicial seja uma alternativa mais rápida, ele só pode ser utilizado quando alguns requisitos legais são atendidos.

Entre os principais estão:

Todos os herdeiros devem ser maiores e capazes

Se houver herdeiros menores de idade ou pessoas legalmente incapazes, o inventário deverá ser feito obrigatoriamente pela via judicial.

Isso ocorre porque a lei exige proteção especial aos interesses dessas pessoas.


Deve haver consenso entre os herdeiros

Outro requisito essencial é que todos os herdeiros estejam de acordo com a divisão dos bens.

Se houver conflito sobre a partilha, o inventário precisará ser resolvido na Justiça.


Presença obrigatória de advogado

Mesmo sendo realizado em cartório, o inventário extrajudicial exige a presença de um advogado.

Esse profissional é responsável por orientar os herdeiros, elaborar a partilha e garantir que todo o procedimento esteja de acordo com a legislação.


O inventário em cartório é mais rápido?

Sim.

Uma das maiores vantagens do inventário extrajudicial é a rapidez do procedimento.

Enquanto um inventário judicial pode levar meses ou até anos para ser concluído, o inventário em cartório pode ser finalizado em poucas semanas quando:

  • todos os documentos estão organizados

  • não existem conflitos entre herdeiros

  • o pagamento do imposto sobre herança é realizado corretamente

Essa agilidade tem levado muitas famílias a optar pelo inventário extrajudicial sempre que possível.


Quais são os documentos necessários para o inventário em cartório

Para realizar o inventário extrajudicial, é necessário apresentar uma série de documentos.

Entre os principais estão:

  • certidão de óbito do falecido

  • documentos pessoais dos herdeiros

  • certidão de casamento do falecido

  • documentos dos bens (imóveis, veículos, contas etc.)

  • certidões negativas fiscais

  • comprovantes de pagamento do ITCMD

A organização desses documentos é fundamental para que o processo ocorra sem atrasos.


O que é o ITCMD no inventário

O ITCMD é o Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação, tributo cobrado quando ocorre a transferência de bens por herança.

No Distrito Federal, esse imposto deve ser pago antes da lavratura da escritura de inventário.

O cálculo do imposto é feito com base no valor do patrimônio transmitido aos herdeiros.

Sem o pagamento do ITCMD, não é possível concluir o inventário.


Após o inventário em cartório, o que acontece

Depois que a escritura pública de inventário é lavrada, ainda é necessário realizar alguns registros para concluir a transferência dos bens.

Por exemplo:

  • imóveis devem ser registrados no cartório de registro de imóveis

  • veículos precisam ser transferidos no Detran

  • valores bancários podem ser liberados aos herdeiros

Somente após esses registros os bens passam oficialmente para o nome dos herdeiros.


Quando o inventário judicial é necessário

Existem situações em que o inventário não pode ser feito em cartório e precisa obrigatoriamente ocorrer na Justiça.

Entre elas:

  • existência de herdeiros menores de idade

  • conflitos entre herdeiros

  • discussões sobre a partilha

  • dúvidas sobre a existência de bens ou dívidas

  • existência de litígio familiar

Nesses casos, o processo deve ser conduzido pelo Poder Judiciário.


A importância de orientação jurídica no inventário

Embora o inventário extrajudicial seja mais simples do que o judicial, ele ainda envolve diversas questões legais e patrimoniais que exigem cuidado.

Entre elas:

  • cálculo correto do imposto sobre herança

  • elaboração da partilha de bens

  • regularização documental

  • registro dos bens herdados

Por isso, contar com orientação jurídica especializada é fundamental para evitar erros que podem gerar problemas no futuro.

Se você precisa iniciar um inventário ou deseja verificar se o seu caso pode ser resolvido em cartório, é recomendável buscar orientação de um advogado para inventário em Brasília que possa analisar a situação e conduzir todo o procedimento.


Conclusão

O inventário extrajudicial trouxe uma solução muito mais rápida e eficiente para famílias que precisam regularizar heranças.

Quando todos os herdeiros são maiores e capazes e existe consenso sobre a divisão dos bens, o procedimento pode ser realizado diretamente em cartório, sem a necessidade de processo judicial.

Essa alternativa reduz burocracia, agiliza a partilha e permite que os bens sejam transferidos com maior rapidez.

Por isso, sempre que possível, o inventário em cartório pode ser uma excelente solução para resolver questões sucessórias de forma prática e segura.

 

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