Qual é o prazo para abrir inventário após o falecimento?

Entenda a regra e as consequências do atraso

Qual é o prazo para abrir inventário

Quando ocorre o falecimento de uma pessoa, uma série de providências jurídicas precisam ser tomadas para regularizar o patrimônio deixado aos herdeiros. Entre elas, uma das mais importantes é a abertura do inventário.

Uma dúvida muito comum entre familiares é: qual é o prazo para abrir inventário após o falecimento?

Essa questão é extremamente relevante porque o atraso pode gerar multas fiscais, dificuldades para administrar bens e até conflitos entre herdeiros.

Neste artigo você vai entender qual é o prazo legal para iniciar o inventário, quais são as consequências do atraso e como funciona o procedimento no Distrito Federal.

Se você precisa iniciar o processo ou deseja orientação jurídica especializada, é recomendável procurar um advogado para inventário em Brasília para conduzir o procedimento com segurança e agilidade.


O que é inventário

O inventário é o procedimento jurídico utilizado para identificar, organizar e dividir os bens deixados por uma pessoa falecida entre os seus herdeiros.

Durante esse processo são realizadas várias etapas importantes, como:

  • levantamento do patrimônio do falecido

  • identificação dos herdeiros legais

  • pagamento de dívidas eventualmente existentes

  • recolhimento de impostos

  • divisão dos bens entre os herdeiros

Sem a realização do inventário, os bens permanecem juridicamente vinculados ao falecido, o que impede sua transferência formal para os herdeiros.


Qual é o prazo para abrir inventário

A legislação brasileira estabelece um prazo específico para iniciar o inventário.

De acordo com o Código de Processo Civil, o inventário deve ser aberto no prazo de até 2 meses após o falecimento.

Esse prazo existe para garantir que o patrimônio seja rapidamente regularizado e para evitar problemas fiscais relacionados à transmissão da herança.

Embora esse prazo esteja previsto na legislação, isso não significa que o inventário não possa ser iniciado depois desse período. O que ocorre, na prática, é a aplicação de penalidades fiscais, principalmente relacionadas ao imposto sobre herança.


O que acontece se o inventário não for aberto no prazo

Quando o inventário não é iniciado dentro do prazo legal, algumas consequências podem surgir.

Entre as principais estão:

Multa sobre o imposto da herança

O principal impacto do atraso é a incidência de multa sobre o ITCMD (Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação), que é o imposto cobrado sobre a transferência da herança.

Cada estado possui regras próprias para essa penalidade. No Distrito Federal, o atraso pode gerar acréscimo de multa e juros sobre o imposto devido, aumentando significativamente o custo do inventário.


Dificuldade para movimentar os bens

Sem inventário, os herdeiros não conseguem administrar formalmente o patrimônio deixado pelo falecido.

Isso significa que:

  • imóveis não podem ser vendidos ou transferidos

  • veículos não podem ser regularizados

  • contas bancárias permanecem bloqueadas

  • empresas podem ficar paralisadas

Essa situação pode causar prejuízos financeiros e complicações administrativas.


Conflitos entre herdeiros

O atraso na abertura do inventário também pode gerar tensões familiares.

Sem um procedimento formal de partilha, surgem dúvidas sobre:

  • quem pode administrar os bens

  • quem tem direito a determinados patrimônios

  • como devem ser divididos os ativos

Essas situações frequentemente acabam gerando disputas judiciais que poderiam ser evitadas com a abertura do inventário no momento adequado.


É possível fazer inventário mesmo após muitos anos?

Sim.

Mesmo que tenham se passado muitos anos desde o falecimento, ainda é possível realizar o inventário.

O procedimento será o mesmo, mas poderão existir algumas dificuldades adicionais, como:

  • atualização de valores patrimoniais

  • pagamento de multas fiscais acumuladas

  • dificuldade em reunir documentos antigos

Quanto mais tempo passa, maior tende a ser a complexidade do processo.

Por isso, o ideal é sempre iniciar o inventário o quanto antes.


Quem pode pedir a abertura do inventário

A lei permite que várias pessoas possam iniciar o inventário.

Entre elas:

  • o cônjuge sobrevivente

  • qualquer herdeiro

  • o testamenteiro

  • um credor do falecido

  • o administrador dos bens

  • o Ministério Público (em alguns casos específicos)

Na prática, geralmente são os próprios herdeiros que iniciam o processo com auxílio de um advogado.


Inventário judicial ou inventário em cartório

Outro ponto importante é que o inventário pode ocorrer de duas formas.

Inventário judicial

É realizado perante o Poder Judiciário.

Normalmente é necessário quando:

  • há herdeiros menores de idade

  • existe conflito entre herdeiros

  • há testamento

  • existem dúvidas sobre o patrimônio


Inventário extrajudicial

É realizado diretamente em cartório.

Ele pode ser utilizado quando:

  • todos os herdeiros são maiores e capazes

  • há consenso sobre a divisão dos bens

  • não existe conflito familiar

O inventário em cartório costuma ser mais rápido e menos burocrático, podendo ser concluído em poucas semanas quando a documentação está completa.


Por que é importante iniciar o inventário rapidamente

Abrir o inventário o quanto antes traz diversas vantagens.

Entre elas:

  • evita multas fiscais

  • permite regularizar rapidamente os bens

  • reduz conflitos entre herdeiros

  • facilita a administração do patrimônio

  • garante segurança jurídica na partilha

Além disso, iniciar o processo cedo permite que eventuais problemas sejam resolvidos com mais tranquilidade.


O papel do advogado no inventário

Independentemente de o inventário ser judicial ou extrajudicial, a presença de um advogado é obrigatória.

Esse profissional será responsável por:

  • orientar os herdeiros

  • reunir e organizar documentos

  • conduzir o processo jurídico

  • garantir que a partilha seja feita corretamente

  • evitar irregularidades ou prejuízos patrimoniais

Se você precisa iniciar um inventário ou esclarecer dúvidas sobre herança e partilha de bens, é recomendável buscar orientação de um advogado para inventário em Brasília que possa analisar o caso e conduzir o procedimento com segurança.


Conclusão

O inventário é um procedimento essencial para regularizar a transferência dos bens de uma pessoa falecida para seus herdeiros.

A legislação brasileira estabelece que o inventário deve ser iniciado em até dois meses após o falecimento, embora ainda seja possível realizá-lo depois desse prazo, com a incidência de multas fiscais.

Abrir o inventário rapidamente evita problemas patrimoniais, reduz conflitos familiares e garante que os bens possam ser administrados de forma legal pelos herdeiros.

Por isso, sempre que ocorrer um falecimento, é importante buscar orientação jurídica o quanto antes para iniciar o procedimento de forma correta e segura.

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